31 de outubro de 2012

O que você está vendo da sua janela?


A JANELA

Sim... o que VOCÊ está vendo da sua janela da vida?! 


"Certa vez, dois homens estavam seriamente doentes na mesma enfermaria de um grande hospital.

O cômodo era bastante pequeno e nele havia uma janela que dava para o mundo.


Um dos homens tinha, como parte de seu tratamento, permissão para sentar-se na cama por uma hora durante as tardes (algo que tinha a ver com a drenagem de líquidos de seus pulmões).
Sua cama ficava perto da janela. O outro, contudo, tinha de passar todo o seu tempo deitado de barriga para cima.

Todas as tardes, quando o homem cuja cama ficava perto da janela era colocado em posição sentada, ele passava o tempo descrevendo a vida lá fora. A janela aparentemente dava para um parque onde havia um lago.
Havia patos e cisnes no lago, e as crianças iam atirar-lhes pães e colocar na água barcos de brinquedo. Jovens namorados caminhavam de mãos dadas entre as árvores, e havia flores, gramados e jogos de bola.

E, ao fundo, por trás da fileira de árvores, avistava-se o belo contorno dos prédios da cidade.
O homem deitado ouvia o sentado descrever tudo isso, apreciando todos os minutos. Ouviu como uma criança quase caiu no lago e sobre e como as garotas estavam bonitas em seus vestidos de verão. As descrições de seu amigo eventualmente o fizeram sentir que quase podia ver o que estava acontecendo lá fora...
Então, uma bela tarde ocorreu-lhe um pensamento: por que o homem que ficava perto da janela deveria ter todo o prazer de ver o que estava acontecendo? Por que ele não podia ter essa chance?
Sentiu-se envergonhado, mas quanto mais tentava não pensar assim, mais queria uma mudança. Faria qualquer coisa! 

Numa noite, enquanto olhava para o teto, o outro homem acordou tossindo e sufocando, suas mãos procurando o botão que faria a enfermeira vir correndo. Mas ele o observou sem se mover... mesmo quando o som da respiração parou.
De manhã, a enfermeira encontrou o outro homem morto e, silenciosamente, levou embora o seu corpo. Logo que pareceu apropriado, o homem perguntou se poderia ser colocado na cama perto da janela. Então colocaram-no lá, aconchegaram-no sob as cobertas e fizeram com que se sentisse bastante confortável.

No minuto em que saíram, ele apoiou-se sobre um cotovelo, com dificuldade, e, sentindo muita dor, olhou para fora da janela.
Viu apenas um muro..."


Moral da história:

“E a vida é, sempre foi e será aquilo que nós a tornamos.”

“As ideias inteligentes, às vezes surgem nos mais estúpidos momentos.”

“O sonho e a esperança são dois calmantes que a natureza concede ao ser humano.” (Frederico I)



Retirado do Livro: SABEDORIA EM PARÁBOLAS, do autor Felipe Aquino, editora Cléofas.